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 Lendas do Moto GP

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Pardal
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MensagemAssunto: Lendas do Moto GP Março 22nd 2009, 10:53


GIACOMO AGOSTINI



GIACOMO AGOSTINI
O MAIOR PILOTO DE TODOS OS TEMPOS
Em 11 de Junho de 1942, nascia em Lovere, na Itália Giacomo Agostini filho de um industrial italiano bem sucedido. Seu pai originalmente não aprovou sua carreira de corridas de moto. Fez tudo que o que podia para o convencer na não correr.
Mas aos 18 anos, Agostini decide que seria piloto e a sua família, embora o desejasse engenheiro, resolveu apoia-lo
Assim, em 1961, pilotando uma Morini 175cc, no autódromo de Saluta, Agostini ganha sua primeira medalha de ouro, diante de toda a família!
Em 1962, torna-se o Campeão Júnior de Itália (também com uma Morini) em corridas de subida de montanha, provas disputadas em estrada muito comuns na época!

Em 1964, assina seu primeiro contrato profissional, com a Morini, ganha o Campeonato Italiano das 250cc, acumulando vitórias, inclusive sobre o favorito Tarquinio Provini , que andava de Benelli 250, 4 cilindros ! Estes resultados chegam ao conhecimento do Conde Domenico Agusta, e este contrata-o em 1965 para a equipa MV AGUSTA para ser o companheiro de equipa do grande Mike Hailwood e pilotando uma MV Agusta 350cc, na sua primeira corrida, Agostini conquista sua primeira vitória no m
undial ! No final da temporada, Agostini é o vice campeão nas categorias 350 e 500cc, atrás de Jim Redman e de Mike Hailwood , respectivamente.
Em 1966 Mike Hailwood sai da MV AGUSTA para a Honda e Agostini responde em grande ganhando seu primeiro título, em cima de Mike Hailwood, e que foi decidido somente na última corrida!
É novamente vice campeão nas 350cc e participa, também pela primeira vez na famosa Tourist Trophy, tornando-se campeão Júnior (350cc)! Iria ganhar mais 9 vezes.
Em 1967, novamente vice na 350 e campeão nas 500cc, agora, já com mais folga sobre Hailwood !!

Agostini e Mike Hailwood em 1967


A partir de 1968, com Hailwood fora do mundial, até 1972, ninguém, com nenhuma máquina era capaz de vencer a dupla Giacomo Agostini / MV Agusta ! Foram muitos recordes, grandes desempenhos e grandes vitórias !!
De 1968 a 1972, Agostini foi campeão ininterruptamente nas categorias 350 e 500cc !!
Em 1972 depois da morte do seu amigo Gilberto Parlotti na prova da Ilha de Man Agostini decide boicotar essa prova considerando ser muito perigosa para os pilotos sendo acompanhado nesse protesto pelos pilotos de topo. Era o fim do TT como prova do calendário do mundial
A temporada de 1973, não foi nada boa para Agostini ! Phill Read contratado pela MV Agusta em 1972, e que se vinha destacando estreava-se bem na temporada de 73 !
Com muitas quebras e alguns tombos, após 4 GPs, Agostini não havia marcado nenhum ponto! E, Phill Read disparava na liderança! A gota d'água viria no GP da Suécia, quando, vinha na liderança mas, por jogo de equipa, recebeu ordens para deixar que Phill Read vencesse! Nem o título das 350cc conseguiu acalmá-lo!

Surpreende o mundo inteiro quando em 1974 faz um contrato milionário com a Yamaha e quando achavam que ele não se adaptaria aos 2 tempos, Agostini mais uma vez encanta o mundo e vence as tradicionais e importantes 200 milhas de Daytona de 1974, fazendo o recorde de média horária até então, com 105,010 mph.


Vence seu sétimo e último título mundial nas 350 cc , com uma TZ 350 , que ele ajudou (e muito) a desenvolver !
! Na categoria 500cc, além da moto não estar ainda bem desenvolvida, Agostini sofre uma queda mais séria, e fractura o ombro! Resultado... não disputa várias etapas, ficando em 4º lugar no mundial!
Em 1975, Agostini e a Yamaha jogam tudo nas 500cc e vence o mundial á frente de Phill Read na MV Agusta! Seria o seu último título mundial
Em 1976, a Yamaha oficial retira-se do mundial das 500, e Agostini começa a temporada com uma velha MV Agusta , vencendo o GP da Alemanha ! Depois, compra uma Suzuki, que não corresponde, e desiste da temporada. Nas 350cc, com uma MV Agusta vence só o GP da Holanda. O restante da temporada foi só fracassos
Como John Surtees e Mike Hailwood antes dele, Agostini tentou a carreira no automobilismo (Fórmula 2 e Fórmula 1- Aurora), mas sem o mesmo sucesso do motociclismo!
Sua carreira de piloto durou 17 anos! Foram 311corridas, 122 vitórias em Grandes Prémios, 10 vitórias no Ilha de Man, 1 vitória nas 200 Milhas de Daytona, 18 Campeonatos Italianos e 15 vezes Campeão Mundial !
Palmares impressionante de campeonatos do mundo de Giacomo Agostini
1966- 500 cc ( 3 vitórias ) em MV Agusta
1967- 500 cc ( 5 vitórias ) em MV Agusta
1968- 350 cc ( 7 vitórias ) em MV Agusta
1968- 500 cc (10 vitórias ) em MV Agusta
1969- 350 cc ( 8 vitórias) em MV Agusta
1969- 500 cc (10 vitórias ) em MV Agusta
1970- 350 cc ( 9 vitórias ) em MV Agusta
1970- 500 cc (10 vitórias) em MV Agusta
1971-350 cc ( 6 vitórias) em MV Agusta
1971-500 cc ( 8 vitórias ) em MV Agusta
1972-350 cc ( 6 vitórias ) em MV Agusta
1972-500 cc (11 vitórias ) em MV Agusta
1973-350 cc ( 4 vitórias ) em MV Agusta
1974-350 cc ( 5 vitórias )em Yamaha
1975-500 cc ( 4 vitórias ) em Yamaha
1974-Vence as 200 Milhas de Daytona em Yamaha

Agostini (nº 1) e Phill Read (nº 3) – 1973

Agostini e Barry Sheene -1976







Última edição por Pardal em Março 22nd 2009, 20:18, editado 3 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Lendas do Moto GP Março 22nd 2009, 10:56

Que grande historial!! cheers
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Pardal
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MensagemAssunto: Re: Lendas do Moto GP Março 22nd 2009, 11:34


Michael "Mick" Sydney Doohan (nascido em 3 de Junho de 1965 em Brisbane, Austrália é um ex-campeão mundial de motociclismo, na categoria 500cc, onde ganhou por cinco vezes consecutivas o campeonato mundial, tendo seu recorde igualado em 2005 por Valentino Rossi (que ganhou um título nas 500cc e quatro títulos no MotoGP sendo superado somente por Giacomo Agostini em números de títulos. Ele foi considerado como um dos melhores pilotos em toda a história do esporte e, até hoje, possui uma legião fiel de fãs ao redor do mundo.



Ele fez sua corrida de estréia nas motos 500cc dois tempos pela Honda, em 1989. Em 1991 formou parceria com Wayne Gardner em uma Honda RVF750 e ganhou a corrida de enduro de 8 horas de Suzuka, no Japão. Doohan competiu com sucesso no começo dos anos 90 e aparecia como um franco favorito a vencer seu primeiro campeonato mundial de 500cc quando sofreu um grave acidente no final de semana do GP da Holanda, em 1992. Ele sofreu sérios danos permanentes na perna direita, correndo inclusive, o risco de amputação da perna. Nessa época, Doohan liderava o campeonato com 65 pontos, mas ficou impossibilitado de competir por 8 semanas após o acidente. Depois de uma árdua recuperação, Doohan voltou a correr nas últimas duas provas mas não conseguiu impedir o piloto da Yamaha, Wayne Rainey de conquistar seu terceiro título consecutivo.



Durante todo o ano de 1993, com muita aptidão com a moto e devido um impressionante esforço pessoal, Doohan levou a Honda a um nível das outras motos de elite da época, como Yamaha e Suzuki. Além disso, em 1994 ele venceu seu primeiro campeonato mundial de 500cc. Desde então até 1998 ele dominou a categoria, vencendo por cinco vezes consecutivas. Em 1997, sua temporada mais bem sucedida, Doohan venceu 12 das 15 corridas, terminando em segundo nas outras três provas.
Em junho de 1996 Doohan foi condecorado como Membro da Ordem Australiana por sua contribuição no esporte, com a motovelocidade.
Apesar de quase 8 rivais em motos praticamente idênticas à sua Honda, a superioridade de Doohan era evidente sobre eles. Em muitas corridas Doohan conseguia imprimir uma liderança confortável entre ele e o restante do grupo, chegando algumas vezes à casa dos 30 segundos ou mais (Doohan é dos poucos pilotos que impunham tamanha vantagem para o segundo colocado, quando na liderança), até a vitória. Além de um talento único que dava a ele uma larga vantagem sobre os demais, suas habilidades para ajustes com a suspensão e a geometria das motos de competição deixavam-lhe além dos outros pilotos que corressem com Hondas (particularmente seus parceiros de equipe), beneficiando ainda mais o que já estava se tornando quase impossível: melhorar sua performance. É largamente aceita a idéia de que o desenvolvimento da Honda durante os anos 90 (muito dessa parte devido a Doohan) ajudou a empresa a comandar as corridas durante vários anos. Na época de seu afastamento, a Honda já havia evoluido para uma máquina muito mais fácil de guiar do que todas as motos feitas até então.
Um traço notável na forma de pilotar do período após o acidente de Doohan foi o uso de um freio traseiro operado manualmente durante 1993. Vários comentaristas argumentaram que essa técnica oferecia a Doohan uma vantagem adicional nos controles de frenagem com a roda traseira, embora não houvesse nada que impedisse outros pilotos de tentar igualá-lo, e alguns até tentavam, mas sem sucesso.
Em 1999 Doohan sofreu outro acidente, desta vez nas qualificações. Ele novamente quebrou a perna e, subsequentemente, anunciou seu abandono dos circuitos mundiais.
Em todo o tempo que esteve na categoria das 500c seu engenheiro-chefe foi Jeremy Burgess, que após sua aposentadoria tornou-se o engenheiro-chefe de Valentino Rossi.



Após sua aposentadoria, ele trabalhou como consultor para a Honda no motociclismo. No final da temporada de 2004, Doohan e Honda romperam sua parceria.
Mick casou com sua companheira de 11 anos, Selina Sines, em 21 de Março de 2006, em Hamilton Island, diante de 100 convidados. Mick e Selina têm duas crianças, Allexis e Jack, que foram padrinho-de-honra e dama-de-honra, respectivamente; enquanto isso o irmão de Mick, Colin, foi seu Padrinho.
Muitos dos atuais pilotos do MotoGP consideram Michael Doohan como uma inspiração, incluindo o campeão mundial de 2007 do MotoGP, Casey Stoner.



AnoEquipaPosição
1989Rothmans Honda9
1990Rothmans Honda3
1991Rothmans Honda2
1992Rothmans Honda2
1993Rothmans Honda4
1994Honda Team HRC1
1995Repsol Honda Team HRC1
1996Team Repsol Honda1
1997Team Repsol Honda1
1998Team Repsol Honda1
1999Team Repsol Honda17


Última edição por Pardal em Março 22nd 2009, 20:19, editado 3 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Lendas do Moto GP Março 22nd 2009, 13:56



Barry Sheene


Barry Sheene nasceu em Londres, Inglaterra, sendo o segundo filho de Frank (engenheiro no Royal College of Surgeons) e de Iris. Os seus primeiros anos de vida deram-se em Queens Square, Holborn.
Tornou-se campeão de Inglaterra na categoria de 125cc com apenas 20 anos, e acabou em segundo lugar no Campeonato do Mundo (na mesma classe) no mesmo ano. Corria o ano de 1975 quando um impressionante acidente em Daytona 200 ameaçou grandemente a sua carreira, ao partir a sua perna esquerda, o braço direito, uma clavícula e duas costelas. Apesar da gravidade do sucedido, Barry rapidamente recuperou do susto e passadas sete semanas estava de novo a correr.
Em 1976 venceu cinco Grandes Prémios na classe de 500cc, alcançando o título de Campeão do Mundo na categoria, feito esse que se repetiu no ano seguinte (1976), desta vez com seis vitórias em Grandes Prémios.
Após a época de 1979, Barry Sheene deixa a equipa da Suzuki, alegando que estava a receber equipamento de qualidade inferior ao dos restantes pilotos da marca. Mudou-se para uma equipa privada representante da Yamaha. Um acidente em 1982 praticamente fez com que deixasse de ser candidato ao título, tendo-se Barry Sheene retirado passados dois anos, em 1984.






Última edição por Pardal em Março 22nd 2009, 20:20, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Lendas do Moto GP Março 22nd 2009, 14:04

lGEOFF DUKE


Geoffrey Ernest (Geoff) Duke OIB (St. Helens, 29 de Março de 1923) é um ex-motociclista britânico multicampeão do mundo em MotoGP.

O nome de Geoff Duke é sinonimo de desportos motorizados, pois ele dominou as corridas de moto nos anos 50, ganhando seis campeonatos mundiais e cinco corridas de TT na Ilha de Man . Duke ganhou fama depois que ganhar o TT Sênior de1949 e o Manx Sênior Grande Premio.



Popularmente conhecido entre a comunidade das corridas simplesmente como 'o Duque'. Depressa se torna na primeira "estrela", no mundo do motociclismo mundial.

Foi inscrito na equipa Norton e prepara-se para o TT de 1950, acabando em segundo lugar tanto no TT Júnior como no TT Senior.
Depois de ganhar três Campeonatos Mundiais pela Norton ele surpreendeu todo o mundo ao mudar-se em 1953 para o fabricante italiano de motas, Gilera grande rival da Norton .
Com a Gilera, ele ganha três campeonatos mundiais consecutivos de 500cc. Em 1955 foi declarado o primeiro piloto dobrar as 100 mph.de media no TT da Ilha de MAN a sua ultima corrida foi no TT Júnior de 1959 quando acabou em quarto numa Norton.
O duque era uma figura distinta em circuitos de corridas foi o primeiro piloto usar fatos de couro inteiros. Foi nomeado Desportista do Ano em 1951 e, em reconhecimento dos seus serviços a andar de moto, foi-lhe concedido a Ordem do Império britânico em 1953.





Última edição por Pardal em Março 22nd 2009, 20:21, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Lendas do Moto GP Março 22nd 2009, 19:32

Kenny Roberts




Kenneth Leroy (Kenny) Roberts (Modesto, 31 de Dezembro de 1951) é um ex-motociclsita norte-americano. Se tornou o primeiro norte-americano a ser campeão das 500cc. É pai do motocliclista Kenny Roberts Jr.




Kenny Roberts começou a ser conhecido por combater no dirt track o team dominante da fábrica Harley-Davidson com a pouco potente bicilindrica Yamaha XS650 modelo de estrada alterada para 750 cc e com um quadro especial, no Campeonato U.S. Grand National. Roberts é um dos poucos pilotos na história da AMA a vencer o AMA Slam que representa as vitórias nas competições numa milha, meia milha, short track,TT e road race.
A sua vitória em 1975 na Indy Mille National com uma Yamaha TZ 750 a dois tempos, considerada inguiável devido à sua excessiva potencia, tornou-se uma das mais famosas da competição americana de dirt track pois foi conseguida na última volta ao ultrapassar o duo de pilotos de fabrica Harley-Davidson Korky Keener e Jay Springsteen.No final ficou famosa a sua frase."Não me pagam o suficiente para guiar com isto."
Em 1978 rumou para a Europa para participar no Campeonato Mundial de G.P surpreendendo muitos observadores ao vencer o campeonato de G.P.500 logo no primeiro ano apesar de não conhecer os circuitos. Ficaram famosas as batalhas com Barry Sheene e Freddie Spencer. Venceu este campeonato em 1978,1979 e 1980.
Retirou-se em 1983 e criou a sua própria équipa.








Última edição por Pardal em Março 22nd 2009, 20:21, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Lendas do Moto GP Março 22nd 2009, 19:53

Daijiro Kato



A morte do piloto japonês Daijiro Kato privou o Campeonato Mundial de MotoGP de um de seus pilotos mais promissores. Kato morreu no dia 19 de abril, após 13 dias em coma devido a um acidente sofrido nas primeiras voltas do GP do Japão, etapa de abertura da temporada de 2003.
Kato nasceu no dia 4 de julho de 1976 em Saitama e começou a correr com mini-motos aos três anos de idade. Entre 1988 e 1991, conquistou quatro títulos nacionais nessa modalidade. Passou para as motos “de verdade” em 1992 e em 1996 estreou no Mundial de 250 cm³ com um 3º lugar no GP do Japão.






Disputou sua primeira temporada completa no Mundial em 2000, ainda na categoria 250 cm³, com uma Honda da equipe do ex-campeão mundial Fausto Gresini. Conquistou quatro vitórias (nos GPs do Japão, Portugal, Brasil e Pacífico) e terminou o ano em 3º lugar, disputando o título com os pilotos da Yamaha, Olivier Jacque e Shinya Nakano. Venceu ainda a mais importante corrida de endurance do mundo: a 8 Horas de Suzuka, em dupla com Tohru Ukawa.



Seu grande ano seria 2001. Venceu nada menos que 11 GPs e conquistou o título da 250 cm³. No ano seguinte, sempre acompanhando a equipe de Fausto Gresini, ascendeu para a MotoGP. Correu a maior parte do ano com a Honda NSR500 (motor 2 tempos), o que limitou suas chances mas não impediu-o de conquistar um 2º lugar no GP da Espanha. Junto com Alexandre Barros, foi o melhor piloto com motos de 2 tempos na temporada. Nas últimas corridas do ano, recebeu uma Honda RC211V (4 tempos) e conseguiu uma pole position em Motegi, no GP do Pacífico. Mas não passou o ano em branco: venceu pela segunda vez a 8 Horas de Suzuka, pilotando uma Honda VTR1000SPW em dupla com o inglês Colin Edwards.




Em 2003, permaneceu na equipe Gresini e era um dos favoritos ao título. No GP do Japão, fez o 11º tempo no grid: como os outros pilotos, largou com o tempo obtido na sexta-feira, em virtude da chuva de sábado. Na corrida, completou a primeira volta em 7º lugar e ganhou mais uma posição na seguinte. Antes de completar a terceira volta, sofreu o acidente que acabou por tirar-lhe a vida. Com graves ferimentos na cabeça, no tórax e na coluna vertebral, Kato tinha apenas 15% de chances de sobrevivência. Passou 13 dias em coma no hospital, até morrer em 19 de abril devido a uma paragem cardíaca.



Daijiro Kato era casado com Makiko e tinha dois filhos. Em sua homenagem, a equipe Honda Gresini não colocará nenhum piloto em seu lugar no GP da África do Sul, em Welkom, próxima etapa do Mundial.
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MensagemAssunto: Re: Lendas do Moto GP Março 22nd 2009, 20:41

Wayne Gardner



Wayne Michael Gardner (Wollongong, 11 de Outubro de 1959) é um ex-motociclista australiano. Ele foi o primeiro australiano a ser campeão do mundial de 500cc.
Gardner iniciou sua carreira em 1977 com de 18 anos, andar numa mota de segunda mão uma Yamaha TZ250 no campeonato australiano e terminando em segundo na estréia Amaroo Park. Ele passou a gravar sua primeira vitória, algumas semanas mais tarde, Oran Park hipódromo.

Ganhou sua primeira corrida na 500 cc Circuito Jarama, em Espanha, em 1986, Campeonato Mundial de 500 cc em 1987 e o inaugural Australian Grand Prix em Phillip Island, em 1989. Gardner juntou-se equipa do australiano Michael Doohan 1989.

Gardner também ganhou quatro 8 Horas de Suzuka corridas em 1985, 1986, 1991 e 1992.

Gardner reforma-se a do motociclismo na sequência da temporada 1992, mas permaneceu intimamente envolvido com o desporto, ajudando vários pilotos como Daryl Beattie, no início de suas carreiras. Ele andava em eventos especiais como o Goodwood Festival of Speed, em motas clássicas Honda e correu novamente na reunião Goodwood corrida contra colegas motociclistas e o falecido James Whitham Barry Sheene e ex-piloto de Fórmula Um Damon Hill.



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MensagemAssunto: Re: Lendas do Moto GP Março 22nd 2009, 21:09

Wayne Rainey

Wayne Rainey (Downey, 23 de Outubro de 1960) é um ex-motociclista norte-americano tricampeão mundial das 500cc de 1990 a 1992.
Sua carreira foi encerrado por um acidente em 1993 o Grande Prémio de Itália, que o deixou paralisado do tórax para baixo.
Rainey iniciou sua carreira nas corridas norte-americanas Grand National Championship, uma série que engloba quatro disciplinas distintas terra batida. Após seu sucesso na Iniciante roadrace classe 250cc, Kawasaki ele foi contratado para competir no AMA Superbike Championship 1982 com uma equipe para defender o então campeão nacional Eddie Lawson. No ano seguinte, a Lawson mudou-se para o Grand Prix circuito Rainey e assumiu o papel de líder, ganhando o Campeonato Nacional 1983 da Kawasaki.
Em 1984, ele aceitou uma oferta para pilotar para o recém-formado Kenny Roberts Yamaha na classe de 250cc do Grande Prémio do Campeonato do Mundo. Foi durante o Campeonato Nacional 1987 Superbike que sua intensa rivalidade começou com Kevin Schwantz com os dois lutando para o título. Rainey venceu o campeonato, mas a feroz rivalidade entre os dois concorrentes foi apenas começando. Então foi a intensa rivalidade que continuou a sua batalha durante o 1987 Trans-Atlantic Match Races em que foram supostamente colegas de equipa competir contra uma equipe de pilotos britânicos.
Rainey, em 1988, retornou à Europa, uma vez mais aderir Equipa Roberts Yamaha, desta vez na primeira divisão 500cc andando a YZR500. Seu arqui-rival Schwantz seguiu para a Europa, assinando a corrida para a classe 500cc Team Suzuki. Os dois iriam continuar a sua rivalidade, dirigindo-se mutuamente para níveis mais elevados de competitividade. Em 1988, Rainey e sua equipe Roberts Yamaha colega de equipa Kevin Magee também a ganhar o prestigiado Suzuka 8 Hours endurance corrida no Japão. Em 1989 a campanha, que deveria terminar Rainey segundo no geral. De 1990 a 1992, Rainey ganhou três vezes consecutivas para a Yamaha 500cc. Rainey foi bem em seu caminho para o seu quarto título consecutivo em 1993. Ele era líder do campeonato e liderando o GP, quando um acidente no Grande Prêmio da Itália, em Misano, no qual ele caíu em alta velocidade, provocando lesões na sua coluna. O prejuízo entregou o título para o seu grande rival, Schwantz. Rainey's ficou definitivamente paralisado do tórax para baixo.




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MensagemAssunto: Re: Lendas do Moto GP Março 22nd 2009, 21:16

Muito fixe... mas onde está o melhor de todos?
Valentino "The Doctor" Rossi, claro está!
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MensagemAssunto: Re: Lendas do Moto GP Março 23rd 2009, 09:55

Kevin Schwantz


Kevin Schwantz nascido em 19 de junho de 1964 (1964/06/19) (idade 44), em Houston, Texas, é um é um ex campeão Americano durante o final dos anos 1980 e início de 1990. Ele era imensamente popular pela sua agressividade, tudo-ou-nada pela sua condução e estilo.


No final da temporada 1984, foi-lhe oferecido um test ride com a Suzuki Yoshimura Superbike e que rapidamente assinou um contrato para os texanos. A sua primeira corrida para Yoshimura, ele venceu as duas mangas do AMA Superbike 1985 Willow Springs Nacional. Ele ia acabar sétimo no geral, apesar de ter feito apenas metade da competição.

Em 1986 fica em segundo atras de Eddie Lawson a Daytona 200 com a nova Suzuki GSXR-750. Então, em que se tornaria uma ocorrência muito comum em toda sua carreira, ele fracturou a clavícula numa uma queda e perdeu várias corridas. Mais uma vez, ele terminou em sétimo geral do campeonato.


O Campeonato Nacional em 1987 de Superbikes seria lembrado pelos fãs do motociclismo como o início de Schwantz "ferozmente competitivo a rivalidade com Wayne Rainey. Os dois lutaram durante toda a temporada, muitas vezes entrar em contacto na pista. Rainey finalmente ganhou o Campeonato Nacional, mas Schwantz encerra a temporada vencendo cinco das seis corridas. Então foi a intensa rivalidade que continuou a sua batalha durante o 1987 Trans-Atlantic Match Races em que foram supostamente companheiros de equipa competindo contra uma equipa de pilotos britânicos.


Schwantz começou vencendo a temporada 1988 pela abertura Daytona 200 na qual seria a sua única vitória neste prestigiado evento.


Ele então partiu para a Europa e promoveu a sua Suzuki 500cc do Grande Prémio da equipa onde fez um impacto imediato por vencer o primeiro Grande Prémio entrou na abertura da pista de Suzuka, no Japão. Seu arqui rival, Rainey iria juntar-lo no GP guerras, assinando com o Team Roberts Yamaha. Para os próximos seis anos, os dois iriam continuar sua intensa rivalidade em toda a Europa. Finais dos anos 80 e início da década de 90 são lembrados como um dos mais competitivos época de corridas do Grande Prémio com uma área rica em talentos, que incluiu Rainey, Wayne Gardner, Mick Doohan, Eddie Lawson e Randy Mamola. Ele foi muitas vezes em situação de desvantagem em que o sua Suzuki nunca pareceu ser tão rápido como as da Yamaha e Honda pilotada pelos rivais. Sua enorme vontade de vencer a todo custo estas característica fizeram dele um favorito entre os populares das corridas e fãs em todo o mundo. Sua última utrapassagem a Rainey para ganhar o Grand Prix 1991, no traçado alemão Hockenheimring, com o seu pneu traseiro em slide caracteriza Schwantz como um piloto agressivo e determinado para vencer.
Em 1993 ganha o seu primeiro e único Campeonato Mundial 500cc. Após sofrer um acidente a meio de temporada 1994, ele teve ferimentos ao longo dos anos. No início da temporada 1995, após uma conversa com Rainey, Schwantz decidiu deixar a competição. Schwantz havia acumulado 25 vitórias durante os Grandes Prémios da sua carreira, mais um do que o seu grande rival, Wayne Rainey. Isso fez dele o segundo mais bem sucedido piloto atrás do americano Eddie Lawson. Em uma rara exibição de respeito, a FIM marca número (34) como um testamento para a sua popularidade.

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MensagemAssunto: Re: Lendas do Moto GP Março 23rd 2009, 10:43

Eddie Lawson

Alguns pilotos são tão tímidos e discretos, que seus grandes feitos às vezes são postos de lado. Eddie Lawson foi indubitavelmente um dos maiores pilotos do Mundial de Motovelocidade dos últimos tempos, enquanto conquistava quatro títulos mundiais por duas fabricantes diferentes. Em nove anos no Mundial, Lawson alinhou ao lado de pilotos como Barry Sheene, Wayne Gardner, Wayne Rainey, Kevin Schwantz, Michael Doohan, Randy Mamola, Christian Sarron, Ron Haslam e o seu grande rival nas pistas, Freddie Spencer. Graças a sua frieza e constância na pista, Lawson ganhou o apelido de "Steady Eddie" e após uma tentativa frustrada de entrar no automobilismo, hoje Lawson vive uma aposentadoria tranqüila no Arizona e completando 50 anos na semana passada, vamos olhar um pouco da carreira desse americano.
Eddie Lawson nasceu no dia 11 de março de 1958 em Upland, Califórnia, próximo a Los Angeles. A família Lawson sempre participou de corridas e o pequeno Eddie cresceu vendo seu pai e o seu avô correndo de motos. Não foi surpresa que Lawson começasse cedo a seguir a família e com apenas sete anos de idade ele ganhou sua primeira moto, uma Yamaha 80cc, mas somente quando Lawson completou 12 anos é que ele começou a correr em pistas de dirt track, no sul da Califórnia. Não demorou muito e Eddie se tornou um dos pilotos amadores mais bem-sucedidos da Califórnia no início dos anos 70. Enquanto corria em dirt tracks, Lawson começava a ter contato com corridas no asfalto, quando seu avô lhe comprou uma Italjet 50cc e que logo depois, Lawson se animaria e compraria uma mítica Yamaha RD350.
Somente em 1978 a AMA, entidade que organiza as corridas de moto nos Estados Unidos, permitiu a Lawson correr profissionalmente e Eddie é contratado pela equipe oficial da Yamaha para correr no circuito de dirt track, mas nem todo o talento de Lawson é capaz de enfrentar a superioridade da Harley-Davidson na época. Ainda em 1979, estava ficando claro para Lawson que estava numa luta ingrata contra a Harley e por isso se focou nas corridas de moto no asfalto. Com apenas 20 anos de idade, Lawson já era considerado um dos melhores pilotos da Costa Oeste e em 1979 ele mostrou sua força ao seu segundo colocado no Campeonato AMA 250 GP, sendo superado pelo que seria seu maior rival nas pistas: Freddie Spencer. No final de 1979, Lawson foi convidado pela Kawasaki a fazer um teste com uma moto 1000cc da Superbike no circuito de Willow Springs e Eddie não perdeu a oportunidade, fixando o tempo mais rápido e foi contratado pela fábrica japonesa no ato.
O talento natural de Lawson não fez com que o piloto perdesse muito tempo e Eddie venceu sua primeira prova do Campeonato de Superbike em Talladega, em abril de 1980. Novamente Lawson teria que enfrentar Spencer pelo campeonato, juntamente com Wes Cooley e o último terminou vencendo o campeonato de forma polêmica. Enquanto disputava o Campeonato Americano de Superbike, Lawson vencia seu primeiro título no asfalto, o AMA 250 GP. A controvérsia pelo título de Superbike 1980 deixou Lawson mordido e ele venceu o Campeonato de 1981 numa grande disputa com o piloto da Honda, Freddie Spencer. A rivalidade entre Lawson e Spencer já tinha entrado na história do Campeonato do AMA Superbike, enquanto Eddie vencia novamente o Campeonato AMA 250 GP. Foram quatro títulos em dois anos para Eddie e para a Kawasaki, por sinal, os únicos da montadora japonesa na categoria americana.
Em 1982, Lawson permaneceu na Kawasaki e teria um amigo, dois anos mais novo, como companheiro de equipe: Wayne Rainey. Porém, desta vez Lawson não teria seu velho rival Freddie Spencer como principal adversário, pois o jovem americano já tinha partido de mala e cuia para o Mundial de Motovelocidade. Lawson pensava em fazer o mesmo e outros jovens americanos, como foi o caso de Randy Mamola, tentavam imitar o ídolo americano no motociclismo do momento: Kenny Roberts.
Com o gostinho da primeira vitória na boca e de ter sido o principal rival de Lawson na briga pelo título de 1986, Gardner começa 1987 com a confiança renovada e coloca na cabeça que será o primeiro piloto australiano a vencer um Mundial de Motovelocidade 500cc. Com todo o apoio da Honda, Gardner se torna um dos favoritos ao título. Mesmo sendo ainda o piloto número 1 da Yamaha e bicampeão mundial, Lawson agora teria a companhia dos americanos Randy Mamola e Mike Baldwin. Embora o ano começasse com três vencedores diferentes; Mamola, Gardner e Lawson (Japão, Espanha e Alemanha respectivamente), o ano seria uma grande decepção para Eddie e para a Yamaha, que não pôde emparelhar o ritmo da combinação Gardner/Honda NSR, que venceu seis corridas e conquistou o Mundial de 1987. Embora tenha perdido para a Honda, o mais dolorido para Lawson foi perder o posto de número 1 da Yamaha. Andando com a Marlboro Yamaha, Lawson conquistou três vitórias (Alemanha, Holanda e Inglaterra), mas perdeu o vice-campeonato por um ponto para Mamola, que andava com uma Lucky Strike Yamaha, e conseguira cinco triunfos durante o ano.
Apesar do fracasso, Lawson manteve a fé na Yamaha e continuou na equipe Marlboro Yamaha, ao lado do belga Didier de Radigues. A novidade estaria na Lucky Strike Yamaha. Com a saída de Mamola para a Cagiva, o protegido de Lawson, Wayne Rainey, ficaria no lugar do compatriota. Outra novidade americana em 1988 seria a estréia de Kevin Schwantz na Pepsi Suzuki. Já na Honda, o campeão Wayne Gardner teria a companhia de Niall MacKenzie e Pier-Francesco Chili. As expectativas eram de mais uma batalha Honda x Yamaha e Lawson x Gardner. Com vários jovens estreantes querendo aparecer. Simplesmente seria um campeonato inesquecível!
Kevin Schwantz chocou o mundo da Motovelocidade ao ganhar em sua estréia no Grande Prêmio do Japão em Suzuka, mas a velha ordem foi restabelecida com Lawson ganhando na casa dele em Laguna Seca. Então Magee ganhou sua primeira corrida em Jarama e Eddie conseguiu duas vitórias seguidas em Portugal e na Itália, antes de Schwantz ganhar a sexta etapa na Alemanha. Quase três quartos do campeonato já tinham passado e o atual campeão Gardner ainda não tinha vencido uma corrida, embora ele ainda estivesse na briga pelo título. Lawson vence na Áustria, numa prova em que Gardner sofreu um acidente e as chances do australiano pareciam acabadas, mas eis que Gardner vence na Holanda, Bélgica e Iugoslávia. O campeonato de 1988 pegava fogo faltando cinco corridas para o fim, com Lawson apenas vinte pontos na frente de Gardner (165-145) e Eddie estava machucado, após uma queda durante os treinos do Grande Prêmio da Iugoslávia. No Grande Prêmio da França, Gardner partia para sua quarta vitória seguida quando a sua Honda quebrou no final da prova e Lawson estava lá para capitalizar o azar do rival. Eddie venceria mais duas provas (Suécia e Brasil, no hoje abandonado autódromo de Goiânia) e vencia o seu terceiro título mundial, se tornando um dos grandes pilotos da história.
Porém, nem tudo eram flores entre Eddie Lawson e Yamaha e no final de 1988 o americano surpreendeu a todos ao anunciar que estava saindo da Yamaha, após cinco anos e três títulos, e estava indo para a arqui-rival Honda. Talvez Lawson estivesse convencido que a Honda NSR era a melhor moto do pelotão, ou talvez ele simplesmente quis uma mudança de ares. Qualquer que seja a razão, e embora o protótipo HRC fosse realmente excelente, a mudança para uma equipe nova parecia arriscado, mas Lawson trabalharia com o legendário preparador da Honda Erv Kanemoto. Outro problema era que Lawson teria ao seu lado na Rothmans Honda o australiano Wayne Gardner, com quem tinha brigado pelo título nas duas últimas temporadas e eles não escondiam de ninguém que não se gostavam nenhum pouco. Já na Yamaha, Wayne Rainey, que tinha vencido sua primeira corrida no Grande Prêmio da Inglaterra em Donington Park e conseguira um excelente terceiro lugar no campeonato, seria o principal rival de Lawson e da Honda pelo Campeonato de 1989.
Ao contrário dos antigos rivais de Eddie, Rainey tinha uma filosofia semelhante ao que Lawson. Wayne Rainey era extremamente rápido, mas não era fogoso e calmo, mas era muito determinado, estava ansioso para ganhar o campeonato e prestava atenção na concorrência. Por isso, Lawson teria um oponente muito parecido com ele e, por causa disso, muito perigoso. Sem contar que Rainey era uma espécie de aprendiz de Lawson. Apesar de vitórias eventuais de outros pilotos, o campeonato seria disputado entre os dois pilotos californianos.
A primeira etapa em Suzuka foi vencida por Schwantz, após o piloto da Suzuki derrotar Rainey numa longa disputa que entrou para a história. Em sua estréia pela Honda, Lawson teve que se contentar com a terceira posição. Em Phillip Island, Rainey assumia a liderança do campeonato, mesmo chegando em segundo lugar, após perder uma briga fantástica com Wayne Gardner, para alegria dos australianos que lotaram o autódromo. Lawson conseguiu apenas o quinto lugar na Austrália e quando Rainey ganhou o Grande Prêmio seguinte, nos Estados Unidos à frente de Schwantz, Eddie deve ter começado a questionar a sua ida para a Honda. Os outros pilotos da Honda estavam sofrendo com a maneabilidade da moto e Gardner sofreu um sério acidente em Laguna Seca, que o deixou de molho após ter a perna quebrada. Quem o substituiu na equipe Rothmans Honda foi outro australiano que faria história mais tarde: Michael Doohan.
Porém, ninguém pode subestimar a capacidade de Kanemoto e logo o preparador começava a domesticar a moto, enquanto matinha a grande potência do motor Honda. A dupla "Eddie and Erv" começou a colher os frutos no Grande Prêmio da Espanha, com Lawson vencendo a corrida em Jerez, sua primeira na Honda. O Grande Prêmio da Itália em Misano foi boicotado por vários pilotos e a vitória ficou com Chili, mas nas próximas quatro etapas, Wainey e Lawson venceriam duas provas cada um. Na nona etapa realizada em Assen, Rainey liderava o campeonato com dezesseis pontos de vantagem sobre Lawson (143 a 127) e como o piloto da Yamaha venceu a corrida holandesa, o título estava em suas mãos. Mal sabia Rainey que essa era a última vitória dele em 1989. Embora Rainey estivesse na liderança com seis provas para o final, isso não contava a verdadeira história do campeonato, com Eddie e a Honda NSR trabalhando agora em harmonia e Lawson mostrava por que era chamado de ' steady'.


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MensagemAssunto: Re: Lendas do Moto GP Março 23rd 2009, 13:42

Luca Cadalora

No começo da década de 90, o Mundial de Motovelocidade tinha pouca ou quase nenhuma divulgação aqui no Brasil. O pouco que se via eram as notícias quem vinham do Esporte Espetacular, que na época era no sábado à tarde e um nome me chamava sempre atenção. Depois de ver as estripulias de Kenny Schwantz, Wayne Rainey e Michael Doohan, as 250cc eram sempre dominadas por um piloto italiano de nome forte: Luca Cadalora. Grande piloto dos anos 80 e 90, Luca foi dominador nas categorias de base do Mundial de Motovelocidade, mas não conseguiu o mesmo sucesso na categoria rainha das motos, mas sua marca tinha sido deixada. Completando 45 anos no dia de hoje, iremos conhecer um pouco mais da carreira desse grande piloto italiano.


Luca Cadalora nasceu no dia 17 de maio de 1963 na cidade italiana de Modena. Por coinscidência, poucos dias após Stefano Modena, cuja biografia foi postada aqui. Desde criança, Cadalora foi apaixonado por motos e querendo iniciar sua carreira nas corridas, foi até a oficina de Walter Villa, outro grande campeão italiano de motos, para construir sua própria moto de corridas. Os pais de Cadalora disseram-lhe que não lhe comprariam uma moto e se quisesse correr, Luca teria que construí-la com as próprias mãos. Villa fica admirado com a tenacidade do pequeno aspirante a piloto e o ajuda a construir sua moto. Cadalora não se faz de rogado e tira todos os conselhos possíveis do grande ídolo italiano e então começa sua carreira em corridas na própria Itália, se destacando logo de cara.


Se sentindo preparado para subir de categoria após conquistar alguns títulos italianos, Cadalora estréia no Mundial de Motovelocidade em 1984 na categoria 125cc com uma moto MBA. Na época as 125cc era dominada pela marca Garelli da lenda viva Angel Nieto, que venceu o campeonato daquele ano. Mesmo inexperiente e em uma equipe pequena, Cadalora se destaca e consegue um marcante oitavo lugar no seu primeiro Campeonato Mundial. Após um ano ruim em 1985, Luca Cadalora recebe a oportunidade da sua vida: um contrato com a Garelli para 1986. Mesmo tendo ao lado o atual campeão das 125cc Fausto Gresini, Cadalora não se intimida e o campeonato daquele ano seria um afazeres doméstico entre os dois italianos. Após ver Gresini vencer as duas primeiras provas do ano, Cadalora vence sua primeira corrida no Mundial no Grande Prêmio da Alemanha Ocidental, repetindo a dose na Áustria e na Holanda. Mesmo chegando à equipe naquele ano, Luca foi rápido e cruel quando necessitava, superou seu experiente companheiro de equipe, se sobressaindo como um verdadeiro piloto número 1 e com mais uma vitória na França, Luca se torna Campeão Mundial pela primeira vez.


Cadalora resolve subir mais um degrau na sua carreira e após o sucesso nas 125cc, sobe para as 250cc em 1987, se tornando a estrela da equipe Yamaha 250cc, que era comandada na ocasião por Giacomo Agostini. Na época, as montadoras montavam equipes únicas para todas as categorias e Cadalora era basicamente companheiro de equipe de feras como Eddie Lawson e Randy Mamola. Contudo, as 250cc eram dominadas pela Honda e nem o talento de Cadalora foi capaz de derrotar o poderio da gigante japonesa, que na época contava com pilotos do gabarito de Anthony Mang e Sito Pons. A astúcia de Luca o fez vencer algumas provas durante o seu período na Yamaha, porém quando a montadora japonesa conseguiu fazer uma boa moto em 1990, o campeão foi John Kocinski da equipe de Kenny Roberts. Luca se sentiu traído pela Yamaha e se mudou para a Honda. Foi o começo da lenda!


A Honda estava louca para voltar a dominar nas 250cc e derrotar a Yamaha. Mesmo com seu título nas 125cc ficando mais distante, todos ainda se lembram do talentoso Luca Cadalora e sua forma elegante de conduzir a moto a uma vitória. Trabalhando juntamente com o lendário chefe de equipe Erv Kanemoto, Luca passou a dominar as 250cc do jeito que queria, vencendo oito corridas em 1991 e sete em 1992, vencendo ambos os campeonatos com muita facilidade, derrotando Helmut Bradl em um ano e Loris Reggiani no outro. Com três títulos mundias no bolso e com as 250cc ficando pequena demais para ele, Cadalora resolve subir para o topo do Mundial de Motovelocidade pela porta da frente e as expectativas eram enormes quando o italiano finalmente enfrentaria os grandes nomes da época.


Mesmo após ter brigado com a Yamaha, Luca Cadalora entraria nas 500cc na equipe oficial da montadora japonesa, na equipe Marlboro de Kenny Roberts. Logo de cara Luca teria que enfrentar a estrela da época Wayne Rainey como companheiro de equipe, formando um verdadeiro "Time dos Sonhos" no Mundial de Motociclismo, mas Rainey escreveu certa vez um livro cujo tema era "Como acabar com o seu companheiro de equipe". E o americano fez de Cadalora mais uma vítima, mas a diferença para os anos anteriores era que Rainey não dominava como antes. Kevin Schwantz estava em grande forma e sua Suzuki estava tão bem quanto a Yamaha de Rainey. Os dois americanos dominavam o campeonato, se revezando nas vitórias até o Grande Prêmio da Inglaterra em Donington Park. Rainey tinha sofrido uma queda feia nos treinos e não largaria tão bem como de costume, enquanto Schwantz se aproveitava para ficar com a pole. Capitalizando o mal momento do seu companheiro de equipe, Cadalora consegue uma boa segunda posição no grid. Porém, Rainey faz uma ótima largada e pula para primeiro ainda na primeira volta! Michael Doohan, que tinha vencido pela primeira vez na temporada na corrida anterior em San Marino erra na freada e atinge Schwantz e Alexandre Barros, acabando com a corrida dos três. Caladora assume a segunda posição e tudo parecia perfeito para a equipe Marlboro Yamaha. Com Schwantz fora da prova ainda na primeira voltaa, Rainey tinha tudo para reassumir a liderança do campeonato e o novato Cadalora ainda completaria uma dobradinha. Porém, o italiano não pensava assim. Após perseguir de perto seu companheiro de equipe de perto por várias voltas, Cadalora completou a ultrapassagem no final da prova, para desespero do chefe de equipe Kenny Roberts, que balançava a cabeça em forma de reprovação. Cadalora não quis nem saber de ordens de equipe e venceu sua primeira prova nas 500cc! "Quando vi Kevin (Schwantz) de fora e não marcando pontos, eu achei que não seria problema, porque seriam mais vinte pontos para Wayne". Declarou depois da prova Luca, justificando o seu desrespeito pela ordem de equipe.


Infelizmente, duas provas depois, a ordem de equipe não cumprida em Donington pouco valeria, pois Wayne Rainey sofreria um sério acidente no Grande Prêmio da Itália em Misano e como conseqüência ficaria paralítico. Cadalora vence essa prova, mas o título acabaria ficando mesmo para Schwantz. Agora como principal piloto da equipe Yamaha, Luca Cadalora se torna um dos favoritos ao título, mas em 1994 começaria um dos grandes reinados da história do Mundial de Motovelocidade. Após anos mostrando talento, o australiano Michael Doohan, juntamente com sua Repsol Honda, finalmente mostra o que todos esperavam dele e o australiano passa a dominar os anos seguintes de forma pouco visto antes. Com nove vitórias do australiano da Honda, a melhor disputa fica pelo segundo lugar entre Cadalora (Yamaha), Schwantz (Suzuki) e John Kocinski (Cagiva). Luca fazia um campeonato bem regular, mas com a perca de motivação de Schwantz e o surpreendente abandono do campeonato de Kocinski, o italiano vê sua chance surgir e consegue a sua melhor classificação das 500cc com um vice-campeonato, com duas vitórias no final da temporada.


Luca permanece mais um ano na Yamaha e vence mais duas provas em 1995, inclusive o Grande Prêmio do Brasil no extinto circuito de Jacarepaguá. Porém, ao contrário dos anos anteriores, Cadalora não mostra tanta consistência e acaba o campeonato em terceiro, atrás dos australianos Mick Doohan e Daryl Beattie, este da Suzuki. Após três anos de Yamaha, Luca resolve mudar de ares e numa mudança semelhante ao que fez nas 250cc, vai para a Honda correr na equipe de Erv Kanemoto. Parecia uma volta aos bons tempos, mas com 33 anos de idade Cadalora já não era mais um garoto e a Honda claramente investia na sua equipe principal e em Doohan. Mesmo vencendo a primeira corrida do ano, Cadalora sofria com a falta de investimento em sua equipe e não conseguiu evitar o tricampeonato de Mick Doohan. Sem patrocinador principal, Luca fez milagre ao vencer novamente na Alemanha e conseguir um ótimo terceiro lugar no Mundial das 500cc. Mas seu tempo estava passando e sua carreira começaria a declinar.


Surpreendentemente Luca sai da equipe de Kanemoto e volta para a Yamaha, agora na equipe do seu antigo companheiro de equipe Wayne Rainey. Porém, esse ano seria de domínio absoluto da Honda, com todas as etapas vencidas pela gigante japonesa, Doohan quebrando o recorde de vitórias numa mesma temporada e com oito pilotos Honda entre os dez primeiros colocados. Foi um massacre e mesmo sendo o melhor piloto não-Honda no campeonato, Cadalora foi apenas sexto no campeonato e pela primeira vez em nove temporadas não venceu uma prova. A Yamaha contrata Sete Gibernau e Norifume Abe para 1997 e Cadalora, a essa altura um veterano das pistas, vai tentar a sorte com a desconhecida moto MuZ, mas tudo o que o italiano consegue é marcar alguns pontos nos dois anos seguintes. No ano 2000, com Kenny Roberts dono da própria equipe, Luca Cadalora é chamada pelo antigo chefe de equipe para fazer algumas provas com uma moto chamada Modenas e o italiano ainda mostra algum talento ao marcar um pontinho. No Grande Prêmio da República Tcheca, Luca Cadalora fecharia sua vitoriosa carreira com três títulos mundiais, 195 corridas, 34 vitórias, 72 pódios, 29 poles e 30 voltas mais rápidas.


Hoje Luca Cadalora vive na sua amada Itália e tem um negócio com informática. Porém, Cadalora ainda é um enigma para quem o acompanhou nos tempos em que dominava nas 250cc e sua passagem pouco brilhante nas 500cc. Mesmo muito talentoso, Luca parecia não treinar forte o suficiente e ainda assim vencia no domingo. Isso poderia servir nas categorias menores, mas não nas 500cc. Porém, Luca Cadalora se destacou numa época em que vários excelentes pilotos dominavam as pistas do Mundial de Motovelocidade e ainda me lembro, com meus dez ou onze anos de idade, do Fernando Vanucci berrar: E nas 250, vitória de Luca Cadalora!


Parabéns!
Luca Cadalora







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MensagemAssunto: Re: Lendas do Moto GP Março 23rd 2009, 22:05

Entao e o Randy mamola Very Happy
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MensagemAssunto: Re: Lendas do Moto GP Março 23rd 2009, 23:40

o Pardal é o maior!!! cheers
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MensagemAssunto: Re: Lendas do Moto GP Março 24th 2009, 09:51


Mike Hailwood
Em 2 de abril de 1940, nascia na Inglaterra em Great Milton Birmingham, um menino, batizado de Stanley Michael Bailey Hailwood.

De família muito rica, Mike , como era chamado, teve uma infância feliz e na pré adolescência, já dava suas voltinhas de moto! Em 1957, ganha de aniversário uma MV Agusta 125! Como um bom menino rico, vai com seu motorista particular até Oulton Park, para disputar sua primeira corrida amadora! Sua chegada causa muita inveja, e os comentários surgem , dizendo que "aquele filhinho de papai não é de nada, .. etc "!!Mas na pista, o jovem piloto mostra sua garra, chegando em 3º lugar, na frente de muita "gente grande"!!
Nas outras corridas, fica sempre entre os cinco primeiros, e logo conquistaria sua primeira vitória na pista de Blamford Camp !
Após 4 meses, já está se destacando e disputando provas pela Europa !
Em 1958 , sempre contando com o apoio financeiro (e muito !) da família, Mike, monta sua própria equipe, para disputar o Continental Circus, que acompanha o mundial.
Disputa as categorias 125 de MV Agusta, 250 de NSU, e as 350 e 500 cc de Norton.

Mike - NSU 250 - 1958

Faz uma excelente temporada, com muitas vitórias em todas as categorias !
Ganha o campeonato Inglês de 125, 250 e 350 cc !!
Sua performance foi tão boa que chegou a vencer nas 4 categorias no mesmo dia !!
Na temporada de 1959 Mike ganha seu primeiro GP com uma Ducati 125, ficando com o vice-campeonato na catergoria. Nas 250 fica em 5º lugar .
Com uma Norton 350, disputa a famosa TT na Ilha de Man !

Mike na sua Norton 350 na Ilha de Man (1959)



Mike e sua Ducati 125

Aos 20 anos, em 1960, já amadurecido, também faz uma temporada média , com algumas vitórias, mas fica apenas com o 5º lugar nas 500 cc.

Mike , nº 39 disputando com Derek Minter , em Brands Hatch, ambos de Norton 500 (1960)
Mas , seus dias de glória começam a partir de 1961. Vai nascer o mito !!
Na temporada de 1961 , Mike consegue um feito até hoje não igualado ! Ele vence o Tourist Trophy de Isle of Man , nas categorias 125, 250 (de Honda) e 500 cc ( Norton Manx) , e só não vence as 350, pois sua moto quebra a poucos quilometros da chegada !!
Recebe um convite e é contratado pela MV Agusta para disputar o Mundial das 500 oficialmente , ficando com o vice-campeonato, atrás de Gary Hocking !

Mike pilotando sua MV 500 (1961)

Mas, nas 250 cc, com uma poderosa e moderna Honda 4 cilindros que comprara no começo da temporada, Mike conquista seu primeiro título mundial !
Ao final de 1961, Mike vence uma prova com uma velha Norton 350, para calar a boca de quem ainda o considerava um vencedor apenas pelo poder financeiro de ter boas motos !!
O dinheiro realmente abriu muitas portas para Mike, mas há algo que dinheiro algum pode comprar : Talento !!
Para 1962, disputa o mundial pela MV Agusta nas 350 e 500 cc , o de 125 com uma EMC e o de 250, com uma MZ. Vencendo 5 GPs nas 500, leva o título mundial ! Mas nas 350 , a Honda de 4 cilindros é muito superior, e Jim Redman fica com o título !

Mike na Isle of Man de MV 500 em 1962

Em 1963, novo título das 500 de MV ! E Jim Redman, de Honda , leva novamente o título das 350 !

MZ 250 1963

Mike tenta também o automobilismo e disputa uma prova de Fórmula 1, convidado pela equipe Lotus , sem resultado expressivo.


Mike de MV Agusta 500, seguido pelo argentino Benedicto Hugo "Chiche" Caldarella, em 1964
Novamente, disputa mais algumas provas de Fórmula 1 também pela Lotus, desta vez marcando 1 ponto no campeonato !
Em 1965, a MV Agusta contrata um jovem promissor chamado Giacomo Agostini, que pilotando uma 350 feita especialmente para ele, encomendada pelo Conde Agusta, fica com o vice campeonato, na frente de Hailwood ! Nas 500, o 4º título consecutivo !
Sentindo o ambiente mais favorável para o jovem italiano, Mike Hailwood vai procurar a Honda, que o acolheu com muita festa!


Mike de Lotus em 1965

Na temporada de 1966, Mike fica com o título das 250 e das 350 com a novíssima e imbatível Honda 6 cilindros !! Nas 500, substitui a Jim Redman (acidentado) no meio da temporada e só perde o título para Agostini na última prova, por problemas mecânicos na motocicleta !!

Mike , nº 104 atrás de Jim Redman de Honda 250 6 cilindros em 1966

Em 1967 , novamente campeão das 250 e 350 , e vice nas 500 , atrás de Agostini e sua MV Agusta !!

Dupla infernal !! Mike "The Bike" e Honda 6 cilindros (1967)

Mike Hailwood começa a críticar a Honda 500, que tem sérios problemas de estabilidade e uma mecânica pouco confiável !

Mike pilotando a Honda 500

Critica a falta de empenho e criatividade dos japoneses em desenvolver a moto de 500 cc !
Assim, em 1968, a Honda resolve se retirar das competições , deixando Mike preso ao contrato sem poder competir ! "Como poderia dizer não a tanto dinheiro sem fazer nada " diria Hailwood !!
Já consagrado e (mais) rico Mike, um pouco desmotivado, faz algumas provas fora do mundial !

Mike, nº 45 , de Honda 250 6 cilindros disputando com Phill Read, nº 73, de Yamaha 250 o Castrol Challenge Race, em maio de 1968. Mike venceu !!
Em 1969, disputa as 24 horas de Le mans , de Ford GT , ficando em 3º lugar !

Fica afastado do motociclismo fazendo uma prova em 1971 , nas 200 Milhas de Daytona, onde após verdadeiro show, abandona por problemas mecânicos na sua BSA 750, quando liderava com folga !!

Antes da largada da 200 Milhas de Daytona em 1971 (BSA 750)

No mesmo ano, vai disputar novamente 2 provas de Fórmula 1, desta vez convidado pelo ex-campeão de motociclismo John Surtess . Marca 3 pontos no campeonato pela Surtess-Ford.
Na Campeonato de Fórmula 5000, fica com o vice Campeonato !
Na temportada de 1972, Mike disputa os campeonatos Europeu de Fórmula 2 e mundial de Fórmula 1 ainda pela Surtess. Fica com o título Europeu na Fórmula 2 e marca 13 pontos em 12 provas, ficando em 8º na Fórmula 1.

Em 1973, temporada inexpressiva sem marcar nenhum ponto.
Em 1974, contratado pela Yardley-Mclaren (Emerson Fittipaldi corria na Marlboro_Mclaren) , Mike ia bem no campeonato, marcando 12 pontos , quando na penúltima prova, no GP da Alemanha, em Nurburgring, sofre um grave acidente!
Com muitas lesões, principalmente nas pernas, Mike resolve se aposentar !!

Momento do grave acidente que encerrou a carreira de Mike Hailwood !

Sua carreira, com 76 vitórias em GPs, 10 títulos mundiais, 12 vitórias no Tourist Trophy na Isle of Man, já o credenciava como o maior piloto de motociclismo até então !
Mas, para se tornar O Mito, Mike "The Bike" Hailwood , para delírio total dos seus fãs, resolve fazer uma volta arrasadora !
Em 1978, com uma Ducati 900, levando milhares de entusiastas à Ilha de Man, Mike vence a categoria F-1 ! Disputou a prova com o grande favorito Phill Read, vencendo de forma espetacular , quebrando o recorde com 2 h 5 min 10 s , com média horária de 108,51 mph, com o recorde de melhor volta com 20 m 27 s, com média de 110,62 mph !!


Mike e sua Ducati ... vencedores !!


A volta em grande estilo !!

Nas 350 e 500 cc, tem que abandonar por quebras !
Em 1979, agora de Suzuki 500, Mike vence a catergoria TT Senior em Isle of Man!
Foi sua última vitória ! Aos 39 anos, Mike Hailwood deixa as competições !!
Durante toda sua carreira, Mike sempre mostrou muito profissionalismo e competência. Pilotou todas as marcas importantes de motocicletas, vencendo com quase todas, em diversas categorias. Sua versatilidade era impressionante!
Piloto e homem admirado e respeitado , deixou muitos amigos por todos os lugares onde passou !!
Sábado, 21 de março de 1981, final da tarde. Numa avenida na periferia de Birmingham, um furgão faz uma manobra imprudente , retornando sem olhar ...
Mike, dirigindo seu Rover em velocidade, se choca com violência na lateral traseira do furgão !
... Sua filha Michele de apenas nove anos, tem morte instantânea ! Seu filho David , de 7 anos tem ferimentos leves !!
Mike, "The Bike" , com ferimentos graves, aos 40 anos, morre no hospital na segunda feira , dia 23 de março de 1981 !!
Estava encerrada definitivamente uma brilhante carreira ... Mas estava criado o Mito !!
Sua morte prematura o tornara um ícone como James Dean, Jim Clark e outros...
No início de 2000, jornalistas de 20 revistas especializadas de todo o mundo, o elegeram "o melhor piloto do século".
Mike Hailwood foi eleito com 41 pontos, ficando a frente de Giacomo Agostini com 22 pontos e Michael Doohan com 12 pontos !!


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MensagemAssunto: Re: Lendas do Moto GP Março 24th 2009, 10:02


John Surtees


John Norman Surtees (Tatsfield- Surrey, 11 de Fevereiro de 1934) é um piloto britânico e o único a ser campeão mundial em duas e quatro rodas.
Surtees venceu sete títulos mundiais em corridas de motociclismo, vencendo o campeonato das 350cc de 1958 a 1960 e o campeonato das 500cc em 1956 e 1958 a 1960.
Surtees trocou as motos pelos carros em 1960 fazendo sua corrida de estréia pela Fórmula 1 na equipe Lotus no Grande Prêmio de Mônaco em Monte Carlo. Ele foi para a Ferrari e venceu o campeonato pela equipa italiano em 1964.
Surtees saiu da Ferrari durante a temporada de 1966, reclamando do excesso de pressão, deixando Jack Brabham levar o campeonato.
Depois de aposentado montou sua própria equipe, Surtees Racing Organization, que disputou a Fórmula 1 durante os anos 70.
Em 1996, ele foi introduzido no International Motorsports Hall of Fame.


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MensagemAssunto: Re: Lendas do Moto GP Março 24th 2009, 10:12


ANGEL NIETO
Angel Nieto Roldán nasceu em Zamora na Espanha em 25 de janeiro de 1947.
Seu primeiro Grande Prêmio no Mundial disputado na categoria 50 cc, foi na Espanha, no circuito de Montjuicen, em 1964, pilotando uma Derbi.
Em 1967, consegue seu 1º pódio, no GP da Holanda e termina o campeonato em 4º lugar !



Angel Nieto com uma Derbi 50cc na Ilha de Man (1968)

Mas sua primeira vitória em GP váildo para o Mundial, só acontece em 1969, no circuito Sachsenring na antiga Alemanha Oriental, pilotando sua Derbi 50 cc !
Neste mesmo ano, com um desempenho fascinante, Angel Nieto conquista seu 1º Título Mundial, dando também o 1º Título Mundial para a marca espanhola Derbi !!
Em 1970, Nieto repete a dose, e conquista seu 2º Título Mundial na catergoria 50 (o 2º também da Derbi !) e fica com o Vice-Campeonato na categoria 125, pilotando outra Derbi !
Em 1971, o grande adversário de Nieto na categoria 125 foi um jovem piloto inglês chamado Barry Sheene ! Sheene estava liderando o campeonato até que na última prova em Jarama, Nieto vence e leva o Título Mundial das 125, também o primeiro nesta categoria para a Derbi !!
Na 50 cc, Nieto, com sua Derbi, vinha disputando o campeonato com Jan de Vries, de Kreidler !
No GP da Espanha , em Jarama, Nieto cai na 1ª volta, perdendo o Título para Jan des Vries !!
Em 1972, Nieto vinha disputando a 125 com Gilberto Parlotti, que liderava o campeonato ! Mas na etapa da Ilha de Man, Parlotti sofre um acidente fatal !
Com isso, Nieto vence seu 2º Título Mundial na categoria 125 cc !!



Nieto pilotando sua Derbi 125, partindo para o Bi-Campeonato (1972)
Na categoria 50 , ocorre uma coisa inédita ! Nieto e Vries, empatam em pontos e número de vitórias ! O mundial seria decidido na somatória dos tempos de todas as etapas !
Resultado ... Nieto vence por uma diferença de apenas 21,32 segundos !!
Seu 3º Título na categoria !!
Em 1973, foi a vez de Jan de Vries e sua Kreidler ficar com o título das 50 , e o sueco Kent Andersson da Yamaha com o da 125 !!
Em 1974, novamente a Kreidler supera a Derbi e coloca Hans van Kessel como campeão da 50, e Kent Andersson leva seu Bi-Campeonato de Yamaha ! Nieto fica em 3º na 125 e Vice na 50 cc !
Em 1975, Nieto é contratado pela Kreidler e leva a melhor sobre a Derbi, conquistando o seu 4º Título Mundial na categoria 50 cc !! Na 125 o domínio é total da italiana Morbidelli e o Campeão é Paolo Pileri !!



Nieto com sua Kreidler 50 cc (1975)
Em 1976, Nieto muda novamente de equipe e vai pilotar as espertas Bultaco , na 50 e na 125 cc !



Nieto (nº 1) liderando o GP com sua Bultaco 50cc (1976)
Na 125, perde por muito pouco para o italiano Pierpaolo Bianchi de Morbidelli ficando com o Vice-Campeonato !!



Nieto (nº 26) e sua Bultaco 125 (1976)
Mas na 50 cc, sua Bultaco domina totalmente as Derbi e as Morbidelli, e acaba conquistando seu 5º Título Mundial nessa categoria !!



Nieto (nº 1) de Bultaco 50 cc à frente de Lazzarini com uma Kreidler (1976)




Pierpaolo Bianchi , de Morbidelli - Campeão - 125cc (1976)
Em 1977, o mundo vê a repetição de 1976 ! Bianchi leva a 125 de Morbidelli, e Nieto, de Bultaco, fica com o Título na 50 !!



Nieto e sua Bultaco 125 - (1977)


Em 1978, Nieto não vai bem e perde a 125 para o italiano Eugenio Lazzarini, de MBA !



Nieto de Bultaco 125


Na 50 cc, disputa apenas alguns GP (seu último na categoria 50 cc foi na Alemanha ! ) e o Título acaba com o também espanhol Ricardo Tormo, pilotando uma Bultaco !



Ricardo Tormo - Bultaco 50cc - Campeão 1978 (foto de 1981, ano que também foi campeão da 50 cc)
Em 1979, Nieto disputa a temporada só na 125 com uma Minarelli e fica com o Título, vencendo 8 das 13 etapas do Mundial !!



Mais uma vitória de Nieto na 125
Em 1980, mesmo com 4 vitórias na temporada, Nieto fica apenas em 3º lugar na geral da 125 cc !!



Nieto - Minarelli 125 - 1980
Porém o melhor estava por vir ...
Em 1981, Nieto e sua Minarelli vencem 8 das 12 etapas e conquista seu 4º Título Mundial na categoria 125 cc !!
Em 1982, desta vez de Garelli, Nieto vence 6 das 12 etapas e com folga fica com o seu 5º Título na 125 !!
Em 1983, não deu outra ... Nieto chega a incrivel marca de 12 Títulos Mundiais, conquistando seu 6º Título na 125 , de Garelli !!



Nieto - Garelli 125 - 1983
Em 1984, ... a consagração ... Nieto vence o 4º Título seguido nas 125 !!



Nieto - Garelli 125 - 1984
É o seu 13º Título Mundial, sendo 6 na categoria 50 e 7 na 125 !!
Na última etapa Nieto tem um pequeno acidente, quebrando o pulso, o tornozelo e um dedo, apressando suas férias !!
Em 1985, Nieto tenta a sorte na 250 cc, sem êxito, mas na categoria 80 cc que substituiu a 50 cc, vence o GP da França, com uma Derbi, alcançando a expressiva marca de 90 vitórias em Mundiais, sendo 27 na 50 cc, 1 na 80 cc e 62 na 125 cc !!
Em 1986, Nieto fica em 7º na categoria 80 cc pilotando uma Derbi, e em apenas 13º na 125 ... é hora de parar !!!



Alexandre Barros de Autisa 80cc fazendo um 4º lugar na Alemanha. Angel Nieto chegou em 2º lugar com uma Derbi ! (1986)




Nieto (nº 30) - Derbi 125 - (1986) - Um dos seus últimos GP !

Na sua brilhante carreira, Nieto tem o recorde da carreira mais longa em conquista de Títulos Mundiais ... entre o 1º , em 1969 , e o último, em 1984, foram 16 anos de vitórias !!!
Foram 139 pódios , sendo 90 vitórias, 35 segundos lugares, e 14 terceiros !!
Em 1989, Nieto monta uma equipe com os pilotos espanhóis Carlos Cardus e Alberto Ruiz para disputar a categoria 250, mas não tem sucesso !
Quase 10 anos depois, é novamente chefe de equipe, mas agora tendo como piloto seu filho Angel "Gelete" Nieto Jr !



Angel "Gelete" Nieto Jr. liderando uma prova em 2000
Hoje, continua ligado às competições, e tem o prazer de acompanhar como manager seus dois filhos, Pablo e Angel Jr. , e seu sobrinho, Alfonso "Fonsi" Nieto, todos com destaque no Mundial de Moto Velocidade !!



Fonsi Nieto parte para a vitória na 250 com sua Aprilia !
GP da Espanha (Jerez) - 2002




Pablo Nieto com sua Aprilia 125 em 2001

Angel Nieto, é o único piloto com 13 Títulos Mundiais, só perdendo para Giacomo Agostini com 15 Títulos e 122 vitórias
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MensagemAssunto: Re: Lendas do Moto GP Março 24th 2009, 10:35

Freddie Spencer



Freddie Spencer (Shreveport, 20 de Dezembro de 1961), conhecido pelo apelido de Fast Freddie, é um ex-motociclista norte-americano bicampeão da MotoGP na década de 80.Após vencer em 1978 250cc Road Racing Championship E.U. Nacional, a American Honda assina com Spencer para a sua equipa Superbike. Ele ganhou destaque internacional em 1980 versus E.U. Bretanha Trans-Atlantic Match, quando ele ganhou duas mangas, derrotando World Champions Kenny Roberts e Barry Sheene. Em 1981, ele dividiu o seu tempo entre a AMA Superbike série, e os europeus Grand Prix circuito, ajudando a desenvolver Honda, oval-cylindered NR500 quatro tempos do Grande Prémio de moto.
Em 1982, ele tinha sido promovido a tempo inteiro ao Grande Prémio da equipe Honda, que até então tinha dado em cima da NR500, desenvolvemos a NS500 três cilindros, dois tempos. Em 1983, Spencer venceu seu primeiro Campeonato Mundial 500cc, tornando-se a pessoa mais jovem a ganhar o título. A temporada 1983 será lembrado como uma das mais dramáticas perseguições título na história das corridas do Grande Prémio; Spencer da Honda e Yamaha's Kenny Roberts lutou para frente e para trás em relação aos pontos levam com cada um deles ganhando seis vitórias. A época culminou na penúltima ronda, na Suécia, quando os dois pilotos colidiram na última volta. Roberts fugiu deixando a pista Spencer ao sprint até o fim da linha e vitória. Roberts ganhou a última corrida, mas Spencer terminou em segundo, garantindo seu primeiro título mundial por dois pontos.


Em 1984, a Honda desenvolveu radicalmente V4 NSR-500 que apresentou o reservatório de combustível sob o motor e as câmaras expansão sob um falso tanque acima do motor. Problemas e lesões Spencer falha dificultou a defesa da sua coroa e ele foi relegado para quarto lugar no campeonato. Apesar disto, ele ainda conseguiu ganhar 5 vezes esse ano sobre o NS500 três cilindros.

Em1985 provou ser um ano histórico para Spencer. Ele começou a temporada pela vencedora da prestigiada temporada abertura Daytona 200, incluindo as categorias 250cc e Superbike, fazendo dele o único piloto a vencer todas as três divisões em um único ano. Spencer também competiu tanto na 250cc e 500cc do Grande Prémio de Campeonato Mundial, vencendo ambos os títulos no mesmo ano, e tornando-se o único piloto na história a realizar a façanha. Sua carreira foi encurtada pelo punho acredita-se que alguns ferimentos foram causados pelo desgaste físico de competir em dois campeonatos durante uma única temporada. Depois de sua histórica temporada 1985, Spencer nunca venceu outra corrida do Grande Prémio. Ele aposentou-se das corridas do Grande Prémio, no início de 1988, embora houvesse regresso ao GP abortadas tentativas, em 1989 e 1993. Voltou a correr no AMA Superbike Championship, na década de 1990, ganhando três corridas. Ele foi oitavo em 1991, pilotando um Honda Racing de Dois Irmãos, e foi o melhor em 1992. Em 1995 ele correu um Fast Ferracci pela Ducati para nono, e no final do ano retomou as obras de Mauro Lucchiari Ducati Superbike no Campeonato Mundial.
Spencer correu sob várias marcas diferentes durante sua carreira, ganhando seu primeiro Campeonato Nacional Superbike a bordo de uma Kawasaki, mas ele é mais estreitamente associado com a Honda e sua parceria com o Grande Prémio sintonizador, VRE KANEMOTO. Ele venceu todos os três de seus títulos mundiais sobre Hondas com KANEMOTO como chefe mecânico. Spencer teve um curto imensuravelmente Agostini com a Yamaha e terminou a sua carreira em uma Ducati no Campeonato Nacional os E.U..

Spencer agora mora em Las Vegas, Nevada, onde funciona com uma escola de sucesso motociclista iniciante e avançado.


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MensagemAssunto: Re: Lendas do Moto GP Março 24th 2009, 10:58

Saiu uma replica do grande F Spencer no novo mod Arai RX7GP ou RX7V mas dificilmente chegara a Portugal!
Um classico muito bonito e um dos meus favoritos como é tambem o do Luca Cadalora em que tambem ja tive um!






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MensagemAssunto: Re: Lendas do Moto GP Março 24th 2009, 23:36

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MensagemAssunto: Os melhores! Março 31st 2009, 11:36

São os melhores dos melhores Wink
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