Para que leu a história anterior, esta passou-se depois nos 1ºs dias de Janeiro de 2001.
Em dezembro de 2000 coloquei uma ponteira ruidosa na minha CBR 929RR, mas mal tive oportunidade de a experimentar porque no dia seguinta à montagem fui passar o ano à Suiça a casa de uns primos meus, só andei da oficina até casa.
Fui e voltei de carro (cheguei às 4.30 h da madrugada depois de fazer directo Barcelona - Coimbra sempre a conduzir).
Levantei-me por volta da 1 da tarde, almocei e qual foi a 1º coisa a fazer...
ir andar de mota é claro, com a desculpa de ter de ir revelar as fotografias..
Depois de deixar as mesmas a revelar fui dar uma volta pela cidade, nisto arranquei de uns semáforos apanhei um carro ou dois pela frente, e de seguida uma recta sem nunguém, conclusão, vamos fazer cantar a ponteira um pouco...
comecei a acelerar e lembro-me de olhar para cima para ver o verde do semaforo, quando olho para baixo estava um carro a atravessar a via...
Resultado, uma embate brutal em que a mota ficou quase no lugar, o carro foi projectado e ficou virado ao contrário, e eu saí disparado e cai uns metros à frente e fui a raspar alcatrão aí uns 50 metros, sem ainda saber muito bem como tinha acontecido a coisa...
Quando parei, comecei a mexer-me para ver se tinha alguma coisa partida, aparentemente nada... danado pelo acidente e por ver a mota toda partida, tirei o capacete e as luvas e fui falar com o tipo do carro.
Descobri que ele estava a falar ao telemóvel e viu que o sinal do peões tinha ficado vermelho e arrancou sem ter reparado que para os carros nunca tinha ficado verde (daí a minha surpresa e a inevitabilidade do embate).
No meio disto os habituais comentários "o gajo da mota é que tem culpa"...
O mais caricato da situação foi que enquanto eu estava a falar com o condutor do carro, andava um velho aflito de todo a correr de um lado para o outro, e eu sem perceber porquê... até que chegou ao pé de nós e gritava - "onde é que está o gajo da mota".
Eu ainda danado com o acidente virei-me para ele com maus modos e disse-lhe - "sou eu, o que é que você quer", o velhote olhou para mim de alto a baixo e não parecia acreditar, pois ele tinha visto o acidente e viu o condutor da mota a ser projectado, estava à espera de sangue e tripas... mas olhava para todo o lado e não via nada nem ninguém (como eu tirei o capacete e as luvas, nada me distinguia dos restantes peões).
saiu espantado por me ver de pé...
Resultado:
mota para a sucata...
1 osso da mão partido...
capacete todo riscado e batido...
Roupa toda cossada...
Comunicação da polícia para se eu quisesse levantar um processo ao condutor do carro por homicidio involuntário (coisa que nunca fiz porque o erro foi uma distração, e todos podemos ter dias desses)
Indeminização dos seguros e venda do que restou da mota.
Isto é que foi começar bem um ano...
mas ainda ando por cá e tenho outra Honda, isso é o que interessa...
Boas curvas a todos